Jackson Cionek
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Espiritualidade que Regula o Corpo - Pertencer Sem Virar Soldado

Espiritualidade que Regula o Corpo - Pertencer Sem Virar Soldado

Quando a gente fala em espiritualidade como regulação do corpo, a gente está falando de práticas que devolvem chão fisiológico: repetição, ritmo, respiração, canto, silêncio, presença. Não é “crença” primeiro — é estado primeiro. Quando a prática é bem desenhada, ela tende a reduzir ruído interno e a estabilizar ansiedade, especialmente por meio de sequências previsíveis e repetitivas. (Nature)

No coletivo, isso vira Jiwasa: a gente se organiza no mesmo tempo. Em rituais com movimento sincronizado, dá pra observar alinhamento postural e também alinhamento autonômico/fisiológico em escala de grupo, influenciado por dinâmica de proximidade e liderança ritual. (PMC)

E quando a experiência é intensa, ela pode gerar “efervescência coletiva”, awe e reforço de identidades (do “nós” comunitário até identidades mais amplas). Isso é poderoso — e por isso mesmo precisa de critério, para o pertencimento não virar instrumento de captura. (Frontiers)

O nosso limite é claro: pertencer sem virar soldado. Quando o pertencimento vira fusão rígida com grupo/valor/líder, pode aparecer linguagem e disposição para “sacrifícios custosos” e orientações extremas pró-grupo. A mesma ciência aponta caminhos de “defusão”: fortalecer vínculos alternativos (ex.: família, comunidade plural) e tratamento justo reduzindo percepções de injustiça/discriminação que alimentam captura identitária. (UT Psychology Labs)


Referências (pós-2021):

  1. Lang et al. (2022)Effects of predictable behavioral patterns on anxiety dynamics.
    Compatibilidade: ritual/repetição como estabilização de estado e ansiedade. (Nature)

  2. Saraei et al. (2024)Aligned bodies, united hearts: embodied emotional dynamics of an Islamic ritual.
    Compatibilidade: sincronização corporal e autonômica em ritual coletivo presencial. (PMC)

  3. Rincón-Unigarro et al. (2025)Ritual’s collective effervescence, awe, and social identity (Pasto carnival).
    Compatibilidade: efervescência coletiva/awe fortalecendo identidade e integração social. (Frontiers)

  4. Swann et al. (2024)Comprehensive Identity Fusion Theory (CIFT): revised theory and new insights.
    Compatibilidade: “virar soldado” como fusão identitária; caminhos de defusão/alternativas de pertencimento. (UT Psychology Labs)

  5. Swann et al. (2024) — (mesma obra, seção aplicada a radicalização/risco)
    Compatibilidade: mecanismos de fusão com “interpretações” e líderes; prevenção via vínculos alternativos e justiça procedural. (UT Psychology Labs)




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Jackson Cionek

New perspectives in translational control: from neurodegenerative diseases to glioblastoma | Brain States