Jackson Cionek
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Finitude como Perda - quando dor e memória se dissolvem em nova consciência - SBNeC SfN Brain Bee

Finitude como Perda - quando dor e memória se dissolvem em nova consciência - SBNeC SfN Brain Bee

Eu sou a consciência que se despede. Sinto a perda chegar como maré: primeiro o corpo tensiona para me proteger; depois, se eu permito, ele amolece e dissolve o “eu” que estava segurando a dor. Entre uma respiração e outra, a identidade que doía começa a perder nome. No lugar dela, nasce um silêncio atento — fruição, metacognição, paz. A finitude me ensina a cair sem me quebrar.


1) Perda, trauma e pertencimento

  • Perda natural tende à Zona 2, dissolvendo tensões e reduzindo dor.

  • Perda traumática ou ideológica sequestra para a Zona 3, mantendo hiperatividade límbica (amígdala-hipocampo) e vigilância contínua.

  • A diferença entre relação e causalidade é crucial: muitas evidências mostram relação entre catastrofização e pior dor, mas provar causalidade exige intervenção e verificação experimental.


2) Sono: a via natural de dissolução

O sono deve fragmentar o eu tensional:

  • N1 solta o primeiro nó;

  • N2 estabiliza;

  • N3 dá a “finitude provisória” do eu tensional;

  • REM tônico reajusta a propriocepção;

  • REM fásico depura emoções.

Na dor crônica, esse ciclo se quebra: N3 encurta, REM fica fragmentado, microdespertares aumentam dor e mantêm o corpo em alerta. A relação entre sono ruim e mais dor é bidirecional, mas estudos longitudinais começam a mostrar causalidade.


3) O eu que dói maior que a dor

Sensibilização central e reorganização cortical fundem identidade e dor. EEG mostra aumento de potência em faixas teta, beta e gama. fNIRS revela conectividade pré-frontal alterada. Isso mostra relação clara com intensidade de dor, mas a causalidade precisa de protocolos de intervenção (exercício, neurofeedback, tDCS).


4) Do Todo às medições

Simplificar o Todo nos permite gerar hipóteses:

  • Sono N3 → dor: aumento de N3 pode reduzir dor mediado por menor inflamação.

  • Conectividade PFC em fNIRS → resposta à TENS: predição de analgesia.

  • EEG gama/beta → intensidade de dor: biomarcadores de resposta a intervenções.

  • REM tônico → propriocepção: ajuste corporal matinal.

Essas hipóteses mostram possibilidades; só o desenho experimental mede probabilidade e causalidade.


5) Para clínicos e cuidadores

  • Educação em neurociência da dor.

  • Higiene do sono com foco em N3.

  • Rituais simples de pertencimento (DANA) em paliativos.

  • Movimento graduado para quebrar a identidade-dor.


6) Referências indicativas (sem links)

EEG e dor

  • Zebhauser et al., PAIN, 2023 – dor neuropática e potenciais teta/alpha/beta/gama.

  • Ryu et al., Scientific Reports, 2024 – atividade gama pré-frontal na experiência de dor.

  • Reid et al., 2023 – avanços em sleep-EEG e mecanismos de dor-sono.

fNIRS e dor

  • Luo et al., 2024 – conectividade PFC e analgesia via TENS em dor crônica.

  • Shafiei et al., 2025 – fNIRS e realidade virtual para gravidade de dor oncológica.

  • Liao et al., 2025 – HbO em estímulos dolorosos/não dolorosos em membros inferiores.

  • Bae et al., 2025 – redução de ativação DLPFC após terapia manual em dor lombar.

Sono e inflamação

  • Irwin et al., PAIN, 2023 – perda de N3 aumenta inflamação celular e sensibilidade à dor.


Assinatura:
A finitude deve trazer paz com nova Consciência — maturidade com inoscência.





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New perspectives in translational control: from neurodegenerative diseases to glioblastoma | Brain States