Jackson Cionek
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Finitude do Eu Tensional - do amparo à dissolução - SBNeC SfN Brain Bee

Finitude do Eu Tensional - do amparo à dissolução - SBNeC SfN Brain Bee

Eu sou o corpo que se percebe ser. Sustento-me em tensões, nas vísceras que contraio e nos músculos que firmo para existir como um “eu”. Durante o dia, essas tensões me amparam, me dão forma e até silenciam dores. Mas quando chega a noite, a finitude me chama: pouco a pouco, solto os nós, entrego o peso e deixo de ser o “eu que segurava tudo”. A cada camada de sono, dissolvo-me — e nessa dissolução descubro uma liberdade que é paz.


1) O eu tensional como suporte e prisão

  • Função inicial: o eu tensional estabiliza o corpo, regula pertencimento e protege contra dor aguda.

  • Na dor crônica: torna-se rígido, transformando-se em identidade dolorosa.

  • Finitude natural: permite que tensões se dissolvam durante o sono.

  • Finitude bloqueada: trauma, ideologia ou dor crônica impedem essa dissolução → fragmentação do sono.

Relação vs causalidade: há clara relação entre tensões musculares/viscerais e percepção dolorosa. Mas demonstrar causalidade exige manipular as tensões (ex.: relaxamento, fisioterapia somática) e verificar se a redução precede a queda na dor.


2) O sono como palco da dissolução tensional

  • N1: primeiras mioclonias revelam a queda de tensões musculares.

  • N2: reorganiza padrões motores, preparando o corpo para N3.

  • N3: é a finitude provisória do eu tensional — corpo profundamente relaxado, analgesia endógena ativada.

  • REM tônico: recalibra propriocepção (um checklist corporal noturno).

  • REM fásico: depura sentimentos ligados às tensões.

Na dor crônica, essa sequência é interrompida: tensões não se desfazem, o N3 encurta e o REM perde eficiência. O corpo acorda ainda “segurando” o eu tensional.


3) Neurociência do eu tensional

  • EEG: aumento de potência em beta e gama correlaciona-se com maior vigilância corporal e dor persistente.

  • fNIRS: hiperativação do córtex pré-frontal (PFC) indica esforço cognitivo para manter o corpo em alerta.

  • Integração: quanto mais rígido o eu tensional, mais o cérebro reorganiza seu “mapa” corporal, fundindo identidade e dor.

Possibilidade: relaxar tensões pode gerar alívio.
Probabilidade: protocolos com EEG/fNIRS sugerem que indivíduos com maior redução de atividade beta/gama apresentam maior chance de melhora clínica.


4) Do Todo à medição

Hipóteses para sondar mecanismos do eu tensional:

  1. Hipótese N3–Tensões: mais N3 reduz marcadores de rigidez muscular e melhora a dor.

  2. Hipótese fNIRS–PFC: hiperatividade pré-frontal em repouso prediz quem mantém eu tensional mais rígido.

  3. Hipótese EEG–Beta/Gama: quedas nessas bandas após relaxamento indicam dissolução tensional.

  4. Hipótese REM–Propriocepção: maior proporção de REM tônico melhora precisão proprioceptiva ao acordar.


5) Para clínicos e cuidadores

  • Técnicas de relaxamento corporal profundo (respiração, fisioterapia somática).

  • Educação sobre tensões inconscientes que mantêm a dor.

  • Estímulo a rotinas de sono que favoreçam N3*

  • Em paliativos: rituais de entrega do corpo (massagem leve, música lenta, respiração guiada).


6) Referências indicativas

EEG e tensões/dor

  • Zebhauser et al., PAIN, 2023 – Oscilações theta/alpha/beta/gama em dor neuropática.

  • Ryu et al., Scientific Reports, 2024 – Atividade gama pré-frontal associada à dor subjetiva.

fNIRS e eu tensional

  • Luo et al., 2024 – Conectividade pré-frontal e resposta analgésica à TENS.

  • Bae et al., 2025 – Redução da ativação do DLPFC após terapia manual em dor crônica.

Sono e tensões

  • Reid et al., 2023 – Revisão sobre EEG do sono e mecanismos de dor.

  • Irwin et al., PAIN, 2023 – Perda de N3 aumenta inflamação e sensibilidade à dor.


Assinatura:
A finitude deve trazer paz com nova Consciência — maturidade com inoscência.


* o sono N3 (sono de ondas lentas, “sono profundo”) é justamente onde ocorre a finitude provisória do eu tensional, com maior liberação de analgesia endógena, consolidação de memória e restauração energética.
Favorecem N3 → regularidade, escuridão, silêncio, frescor, exercícios moderados, relaxamento, luz natural matinal, evitar cafeína/álcool.
Reduzem N3 → dor mal controlada, estresse elevado, telas à noite, horários irregulares, ambientes ruidosos/quentes.




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Jackson Cionek

New perspectives in translational control: from neurodegenerative diseases to glioblastoma | Brain States