Jackson Cionek
3 Views

Antropología y Cognición no CINCCO

Antropología y Cognición no CINCCO

Um pequeno experimento antes de falar de evolução da mente

Antes de continuar a leitura, faça algo simples.

Levante-se lentamente.

três passos.

Agora pare por um momento.

Perceba algo curioso: caminhar parece natural, quase automático.
Mas esses passos carregam milhões de anos de evolução.

A forma como caminhamos, respiramos e olhamos ao redor moldou profundamente o desenvolvimento da mente humana.

É exatamente esse tipo de pergunta que aparece no Seminario de Antropología y Cognición do Centro de Investigación en Ciencias Cognitivas (CINCCO), no México.


Antropología y Cognición no CINCCO
Antropología y Cognición no CINCCO

Um encontro entre duas áreas que ficaram separadas

Durante muito tempo, duas áreas importantes da ciência seguiram caminhos diferentes:

Antropologia
estudando a evolução humana, cultura e comportamento.

Ciências cognitivas
estudando percepção, linguagem, memória e cérebro.

Mas a mente humana não surgiu apenas do cérebro isolado.

Ela surgiu da interação entre:

  • corpo

  • ambiente

  • cooperação social

  • evolução biológica

O seminário “Del Primer Paso a la Mente Humana”, organizado pelo CINCCO, parte exatamente dessa ideia: compreender como mudanças físicas na evolução humana — como o bipedalismo — podem ter influenciado o desenvolvimento da cognição.


Experimento 1 — O primeiro passo mudou o cérebro

Caminhar sobre duas pernas parece simples.

Mas o bipedalismo alterou profundamente a forma como os humanos interagem com o ambiente.

Quando nossos ancestrais passaram a caminhar eretos, várias transformações ocorreram:

  • as mãos ficaram livres para manipular objetos

  • o campo visual se expandiu

  • a comunicação gestual ganhou importância

  • a cooperação social se intensificou

Pesquisas em evolução humana sugerem que mudanças locomotoras e anatômicas tiveram impacto direto no desenvolvimento cognitivo e social (Antón et al., 2021; Tomasello, 2019).

Em outras palavras:

o corpo ajudou a moldar a mente.


Experimento 2 — Cooperação cria inteligência

Agora imagine dois cenários.

Cenário A
Um indivíduo tentando resolver um problema sozinho.

Cenário B
Um grupo cooperando para resolver o mesmo problema.

Em muitas situações, a solução coletiva emerge mais rapidamente.

Pesquisas em cognição social indicam que a cooperação desempenhou papel central na evolução das capacidades cognitivas humanas, incluindo linguagem e tomada de decisão compartilhada (Tomasello, 2019; Henrich, 2020).

Isso sugere que a inteligência humana não é apenas individual.

Ela é também coletiva e relacional.


Experimento 3 — A mente nasce no corpo

Agora tente perceber sua própria postura.

Observe sua respiração.

Note como o corpo influencia sua atenção e sua percepção do ambiente.

Pesquisas em cognição incorporada mostram que processos cognitivos dependem profundamente de estados corporais e da interação com o ambiente (Varela et al., 2017; Barsalou, 2020).

Essa perspectiva aproxima antropologia e neurociência, sugerindo que a mente humana emerge da integração entre:

  • cérebro

  • corpo

  • ação no mundo


Por que o CINCCO é importante nesse debate

O Centro de Investigación en Ciencias Cognitivas (CINCCO), da Universidad Autónoma del Estado de Morelos, no México, tem desenvolvido atividades que integram:

  • evolução humana

  • antropologia

  • cognição

  • comportamento social

Essa abordagem interdisciplinar é importante porque permite investigar a mente humana não apenas como um fenômeno neural, mas como um processo emergente da interação entre organismo e ambiente.

Ao conectar antropologia e cognição, o CINCCO contribui para um campo crescente que busca compreender a mente humana dentro de sua história evolutiva e cultural.


Um último experimento

Volte ao primeiro exercício.

Dê novamente alguns passos.

Observe como seu corpo se move.

Agora imagine milhões de gerações de ancestrais humanos caminhando, cooperando e aprendendo juntos.

Cada passo contribuiu para moldar o cérebro humano.

Talvez seja por isso que, para compreender a mente humana, precisamos olhar não apenas para o cérebro, mas para a história evolutiva do corpo em movimento.


Referências

Antón, S. C., Potts, R., & Aiello, L. C. (2021). Evolution of early Homo: An integrated biological perspective. Science.

Barsalou, L. W. (2020). Challenges and opportunities for grounding cognition. Journal of Cognition.

Henrich, J. (2020). The WEIRDest People in the World. Farrar, Straus and Giroux.

Khalsa, S. S., et al. (2022). Interoception and mental health: A roadmap. Biological Psychiatry.

Tomasello, M. (2019). Becoming Human: A Theory of Ontogeny. Harvard University Press.

Varela, F. J., Thompson, E., & Rosch, E. (2017). The Embodied Mind: Cognitive Science and Human Experience. MIT Press.

Damasio, A. (2021). The feeling of life itself and the construction of consciousness. Nature Reviews Neuroscience.

Pereira Jr., A., & Furlan, F. A. (2021). Triple-aspect monism and the science of consciousness. Frontiers in Psychology.

#eegmicrostates #neurogliainteractions #eegmicrostates #eegnirsapplications #physiologyandbehavior #neurophilosophy #translationalneuroscience #bienestarwellnessbemestar #neuropolitics #sentienceconsciousness #metacognitionmindsetpremeditation #culturalneuroscience #agingmaturityinnocence #affectivecomputing #languageprocessing #humanking #fruición #wellbeing #neurophilosophy #neurorights #neuropolitics #neuroeconomics #neuromarketing #translationalneuroscience #religare #physiologyandbehavior #skill-implicit-learning #semiotics #encodingofwords #metacognitionmindsetpremeditation #affectivecomputing #meaning #semioticsofaction #mineraçãodedados #soberanianational #mercenáriosdamonetização
Author image

Jackson Cionek

New perspectives in translational control: from neurodegenerative diseases to glioblastoma | Brain States